Empório Pernambucano Empório Pernambucano
Laysa e a filha Maria Anita a caminho da Ilha de Deus, de barco pelo rio no Recife

Projeto autoral · em captação via editais e parcerias

Jornada da Água: o Capibaribe como rio-memória

Uma investigação cultural que segue o rio da nascente à foz para registrar como a água atravessa territórios, formas de trabalho, infância, alimentação, cidade, natureza e pertencimento em Pernambuco.

Início / Diário do Território / Nº 02 — Rio Capibaribe
O projeto

Por que seguir um rio?

Porque o Capibaribe não é só geografia: é o fio que costura o interior à capital. Nasce no Agreste, atravessa dezenas de municípios e chega ao coração do Recife — e, no caminho, carrega histórias de seca e cheia, de feira e mangue, de infância e trabalho.

Cantado por Manuel Bandeira e percorrido por João Cabral de Melo Neto em O Cão sem Plumas, o Capibaribe é um dos rios mais simbólicos do Brasil. Mas a Jornada da Água não quer repetir o rio da literatura: quer escutar o rio de quem vive dele e com ele hoje — o agricultor da nascente, a lavadeira, o feirante, o pescador, a marisqueira do estuário, a criança que aprende a nadar, o morador que viu o rio mudar.

A pergunta que orienta o projeto é simples e profunda: o que a água conta sobre Pernambuco quando a gente para para ouvir?

Do interior à foz

No Agreste, a água é o bem mais precioso e mais disputado. Açudes, cacimbas e barreiros organizam a vida, e a paisagem seca guarda uma economia inteira em torno do leite, do queijo e da criação.

Açude ao pé da serra no Agreste, com pessoas se banhando ao entardecer
No interior, o açude é lazer, trabalho e memória — a água que reúne a comunidade

Rio abaixo, o Capibaribe chega ao Recife e se transforma. Vira estuário, encontra o mangue, atravessa a cidade grande e desemboca no mar, junto ao Recife Antigo. É outro rio — urbano, adensado — mas ainda cheio de vida e de gente que dele depende.

Igor e a filha Maria Anita num barco no rio, com a cidade do Recife ao fundo
A travessia até a Ilha de Deus: o rio como primeiro território da infância
Marco Zero e o molhe do Recife Antigo vistos da água
A foz, no Recife Antigo: onde o rio encontra o mar e a cidade histórica

Os saberes da água

Ao longo do percurso, a Jornada registra quem produz e mantém viva a cultura alimentar ligada à água. No Apiário São José, o mel conta a relação entre abelha, flor, mata e trabalho paciente.

Os produtores do Mel do Sítio mostrando frascos de mel no Apiário São José
Apiário São José: os produtores do Mel do Sítio

Na Ilha de Deus, comunidade ribeirinha cercada por mangue dentro do Recife, a mariscagem é ofício, sustento e patrimônio. As marisqueiras conhecem o ritmo da maré como ninguém.

Marisqueira catando marisco na Ilha de Deus, no Recife
Ilha de Deus: o trabalho da mariscagem, saber de mulheres do mangue
Canoas de pesca no mangue da Ilha de Deus com o skyline do Recife ao fundo
Cidade e natureza no mesmo quadro: canoas, mangue e os prédios do Recife

Eixos temáticos

Seis fios que se cruzam ao longo da jornada:

O que pretendemos fazer

Produtos e resultados esperados

Para financiadores e parceiros

A Jornada da Água está em fase de estruturação para submissão a editais de cultura, patrimônio, educação e meio ambiente. O projeto une pesquisa cultural, registro audiovisual, educação patrimonial e devolutiva comunitária, com uma década de relações de campo já construídas pelo Empório Pernambucano. Instituições interessadas em apoiar, cofinanciar ou receber ações do projeto podem entrar em contato.

Quem realiza

O projeto é realizado pelo Empório Pernambucano — plataforma de cultura alimentar, memória e território fundada por Laysa e Igor em 2015 —, somando experiência em pesquisa de campo, comunicação cultural, produção de conteúdo e relação direta com produtores e comunidades de Pernambuco.

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